Escrito num papel de carta japonês de usagi, em Hiroshima, em setembro.
12.27.2008
ser único
Escrito num papel de carta japonês de usagi, em Hiroshima, em setembro.
invisível
Escrito sobre o papel de carta japonês de usagis batendo motis, no segundo dia em Hiroshima.
o filho

P. Pensando no que faz diferença, o que permite que a sobrevida seja mais forte. Por mais que ter um filho seja anseio e continuidade, ele é outro. Seu, mas do mundo outros passos. Leves, as distâncias se perpetuam. É preciso parar para pensar: inevitável. Como pode um fato destruir o sono?
Escrito num pequeno papel japonês de anotações .
12.22.2008
ponyo on the cliff by the sea
C. Quando estive em Tokyo em setembro, os cinemas estavam todos enfeitados com a Ponyo, a menina-peixinho de cinco anos que se apaixona por um menino descalço. A nova animação de Hayao Miyazaki tem uma música-tema que toooooooooooodos os programas de TV não paravam de tocar. Contavam que, depois de vários filmes dedicados a temas mais adultos ou de crianças mais jovens, Miyazaki disse que queria encerrar a carreira com um filme, novamente, para crianças bem pequenas, como foi o Tonari No Totoro (Meu Vizinho Totoro), com o bichão que virou logomarca do Studio Ghibli. Assistir o filme lá foi o máximo: sala grandona, poltronas enormes, trailers de romances japas, sessão vazia e tranquila. Mesmo com meu japonês limitado, gostei muito, muito, muito. A química das lendas antigas japonesas de novo aparecem tecendo a ligação entre a realidade, muitas vezes cruel, e os personagens surreais. Claro que chorei, um tanto por ser descendente, mas um tanto porque, sempre, o que o Miyazaki gosta de contar são histórias que fazem a gente lembrar do que não pode ser esquecido.Comprei a bonequinha no aeroporto de Narita, feliz da vida. Em Tokyo tudo já tinha acabado.
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