4.02.2009

uma tarde de sono


P. A invasão do cansaço a jogou na cama. Sono infinito, mas sem paz. Ao deitar num lençol de mil fios de algodão, o conforto do corpo tenta dissuadir os pensamentos de correrem. Mas eles já partiram. Chegam às lembranças do que faltou ser feito e dito, do que ainda precisa ser feito e dito. E alcançam, enfim, o sentimento de não ser o suficiente. Eméritos e amados já tinham realizado tanto nessa idade, nesse tempo. Mal-estar da incerteza. No sonho que se perde, submerge quem é e tenta ser. Perdido o tempo e o pensamento, flutua o arrepio da alma que busca... o quê?

Foto do pé de manjericão da casa da minha mãe, que virou quase uma pessoa de tão grande. Quintal é tudo.

2 comentários:

manzas disse...

O sol rasga os panos do horizonte
Em pacífico brilho de sua magnitude…
Cadenciado ondular que em mar bronze,
Excelsa beleza no marulhar da virtude!

A rocha na ânsia do dia, bebe sedenta do mar,
Firmada num profundo e desigual chão azul …
Cristalizadas águas reflectem o planar,
Das majestosas e imperais… gaivotas do sul!

Gostava que comigo
Desse asas á sua imaginação,
No… “Portal da rocha… penedo do guincho!”

Um bom fim-de-semana,
Com muita inspiração
E na mente… um sorriso!

O eterno abraço…

-MANZAS-

C r i s disse...

adorei!!!! voltarei aqui mais vezes!

Postar um comentário