
Tão belas as fotos. Vejam lá, a dançarina flutua.
Em pé de bailarina não se pisa.
. cinema . trilhas . dvds . ingressos . papéis . palavras . pipoca . skittles . cartazes . tipos .



C. Quando estive em Tokyo em setembro, os cinemas estavam todos enfeitados com a Ponyo, a menina-peixinho de cinco anos que se apaixona por um menino descalço. A nova animação de Hayao Miyazaki tem uma música-tema que toooooooooooodos os programas de TV não paravam de tocar. Contavam que, depois de vários filmes dedicados a temas mais adultos ou de crianças mais jovens, Miyazaki disse que queria encerrar a carreira com um filme, novamente, para crianças bem pequenas, como foi o Tonari No Totoro (Meu Vizinho Totoro), com o bichão que virou logomarca do Studio Ghibli. Assistir o filme lá foi o máximo: sala grandona, poltronas enormes, trailers de romances japas, sessão vazia e tranquila. Mesmo com meu japonês limitado, gostei muito, muito, muito. A química das lendas antigas japonesas de novo aparecem tecendo a ligação entre a realidade, muitas vezes cruel, e os personagens surreais. Claro que chorei, um tanto por ser descendente, mas um tanto porque, sempre, o que o Miyazaki gosta de contar são histórias que fazem a gente lembrar do que não pode ser esquecido.